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COLONOSCOPIA: SERÁ POSSÍVEL MINIMIZAR OS RISCOS DE UM DOS EXAMES QUE MAIS SE FAZEM EM PORTUGAL?

O cancro do colon e reto é dos que mais matam em Portugal - cerca de 4 mil pessoas por ano -, sendo a colonoscopia o exame que melhor permite rastrear este tumor. Estima-se que, anualmente, sejam feitas cerca de 500 mil colonoscopias a nível nacional.

Apesar de ser um dos exames de rastreio mais realizados, ainda há perto de 500 casos anuais de complicações, como hemorragias ou perfurações.

Mas como se calcula o risco? Qual a melhor estratégia para o minimizar? E como geri-lo? Poderá a Medicina fazê-lo usando estratégias que são, normalmente, do domínio de outras áreas do saber? Poderá fazê-lo recorrendo às fórmulas de cálculo de risco da Matemática, da Economia ou mesmo da estratégia militar? E como é que a Justiça entende o risco?

Para tentar responder a estas questões, as Jornadas de Endoscopia SAMS vão juntar médicos de diferentes especialidades com especialistas de áreas como Matemática, Economia, Gestão, Estratégia Militar, Ética, Psicologia e Justiça. Uma partilha de experiências de diferentes profissões que lidam diariamente com o risco que terá lugar no próximo dia 14 de fevereiro, das 8h00 às 18h00, na Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa (Campus de Campolide).

Devido ao uso de técnicas cada vez mais inovadoras, a colonoscopia deixou de ser apenas um exame de diagnóstico, tendo passado também a tratar lesões que, até agora, só respondiam através de cirurgia.

E porque o Japão é pioneiro nesta área e tem um sistema de rastreio muito organizado, as Jornadas de Endoscopia SAMS trazem a Portugal especialistas japoneses do maior centro mundial de rastreio de cancro do colon, o National Cancer Center de Tóquio, que vão apresentar diferentes estratégias para problemas comuns.