Santarém vai receber o Centro de Excelência para a Agricultura e a Agro-Indústria (CEAAI), num projeto que resulta de um investimento superior a 5 milhões de euros e que transforma a atual Estação Zootécnica Nacional num novo polo laboratorial para a agricultura portuguesa.

Este novo centro surge após o trabalho de diagnóstico feito pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo - CIMLT que identificou como uma das fraquezas a insuficiente rede de infraestruturas I&D e centros tecnológicos ligados à agricultura, agroindústria e indústrias alimentares.

A atual Estação Zootécnica Nacional será agora reformulada e expandida, permitindo a valorização e transferência de tecnologia para os setores agropecuário e agroindustrial, de forma a reunir conhecimentos e competências especializadas, alojar empresas inovadoras, dinamizar eventos de divulgação, dotando-a de mais e melhores valências e competências no suporte tecnológico e laboratorial ao desenvolvimento e exportações.

Este centro de excelência para a agricultura vai ocupar 240ha da Quinta da Fonte Boa, reforçando a investigação em setores da produção animal, unidade de engorda de bovinos, matadouro experimental, unidade de fabrico de alimentos compostos, câmaras bioclimatológicas, cirurgia experimental, laboratórios de nutrição e alimentação, qualidade e segurança dos produtos, biotecnologias reprodutivas, genética molecular, e ainda um Centro de Documentação e Informação. 

Este projeto começou a nascer em 2014, através de uma parceria que juntou a CIM Lezíria Tejo, Câmara Municipal de Santarém, NERSANT e AGROCLUSTER do Ribatejo, Instituto Politécnico de Santarém, Universidade de Lisboa, Universidade de Évora e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.

O CEAAI vai agora reforçar a investigação e o desenvolvimento tecnológico nos sectores agropecuário, agroalimentar e agrícola e valorizar a transferência de avanços científico-tecnológicos, maximizando a colaboração entre entidades públicas e privadas.

Entre os objetivos destaca-se a produção e transferência de conhecimento, valorização dos processos de produção vegetal e animal, incluindo subprodutos da agroindústria e outros recursos locais, qualidade e segurança alimentar, melhoramento e conservação das raças autóctones, eficiência industrial, onde se incluiu a energética, aumento da eficiência e capacidade industrial, bem como a valorização de efluentes, subprodutos e resíduos agroindustriais.